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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Anotação de título protestado



Se, por qualquer motivo, uma pessoa deixar de pagar uma dívida assumida e quem concedeu o crédito protestar o débito em cartório, é necessário efetuar o seguinte processo:
  • Dirigir-se ao cartório que registrou o protesto e solicitar uma certidão negativa, a fim de obter os dados de quem o protestou;
     
  • Comunicar-se com quem o protestou, regularizar o débito, recuperar o titulo original, ou pedir uma carta de anuência indicando que a dívida foi regularizada;
     
  • Reconhecer a firma da pessoa/empresa credora, retornar ao cartório onde consta o registro do protesto e solicitar o seu cancelamento;
     
  • Após o cancelamento do protesto no cartório, entregar a certidão na Serasa/SPC para a baixa da anotação em seus arquivos. O tempo de espera é de, no mínimo, 5 dias úteis.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Inadimplência do consumidor tem 5ª queda em seis meses

Índice de novembro, porém, avançou 13% sobre o dado registrado um ano antes
O índice de inadimplência do consumidor apurado pela Serasa Experian caiu 0,1% em novembro ante outubro, mas avançou 13% sobre um ano antes, informou a empresa de análise de informações de crédito nesta quarta-feira (12).
Mesmo pequena, a queda na comparação mensal foi a quinta nos seis últimos meses, o que a Serasa credita à baixa taxa de desemprego e à queda dos juros.
"Contudo, o endividamento ainda elevado dos consumidores e o comprometimento de renda igualmente alto continuam sendo os principais entraves para que a queda da inadimplência ocorra de forma mais acentuada", afirmou a empresa.
As dívidas não bancárias - cartões de crédito, financeiras, lojas e concessionárias -, os protestos e os cheques sem fundo puxaram a queda do indicador, enquanto as dívidas com bancos impediram uma retração maior.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Sem planejamento e disciplina, resultados são endividamento e inadimplência

Pesquisa realizada pela Confederação Nacional do Comércio em setembro mostrou que 58,9% das famílias têm algum tipo de dívida e 73% delas têm dívidas no cartão de crédito, uma das maiores taxas de juros cobradas no mercado. O final do ano é o momento em que a maioria das famílias está em melhores condições para negociar os débitos, devido ao aumento na renda familiar, com o recebimento do 13º salário e da participação nos lucros das empresas.
Na hora da negociação do pagamento das dívidas, é fundamental fazer um bom planejamento, trocando contas com taxas de juros mais elevadas, como do cartão de crédito e do cheque especial, por contas com taxas de juros menores, como os empréstimos consignados em folha de pagamento. O medo da inadimplência faz com que muitas famílias recorram a novos empréstimos para quitar dívidas vencidas, contraindo novas dívidas com taxas de juros elevados. Assim agindo, apenas adiam o problema, que voltará em futuro próximo com maior intensidade.
O 13º salário, recebido pela maioria das famílias, não será suficiente para quitar todas dívidas, mas poderá ser usado nas negociações, por exemplo, para pagar parte das dívidas e financiar restante com taxas de juros menores. Algumas dicas e bom planejamento são fundamentais na negociação.
A principal dica é adotar uma estratégia de pagamento, começando pelo levantamento total dos débitos, das taxas de juros cobradas e do prazo de vencimento de cada conta ou há quanto tempo venceu. Nessa estratégia é fundamental reconhecer o problema e não culpar os outros pela sua falta de planejamento. Nessa hora, muitos vão culpar o banco do qual é correntista como responsável pelo problema e muitos saem correndo atrás de novos financiamentos, porque não querem ver seu nome com restrição. No entanto, não fazem uma análise prévia para verificar se terão condições de honrar esses pagamentos. Consequentemente, pagarão mais juros e a inadimplência será uma questão de tempo.
Após estabelecer estratégia, é importante cumprir. Não se deve acreditar que sairá dessa situação num passe de mágica. Esse planejamento deve ser feito comprometendo no máximo 30% do rendimento familiar. Ou seja, se necessário é importante aumentar prazo de pagamento, pois acordo que comprometa grande parte do orçamento da família não será cumprido, resultando em mais despesas com juros e multas.
Não adianta ficar fugindo do problema ou deixar que cada um fique culpando o outro. A melhor saída é dialogo e disciplina. Se alguém na casa tem maior dificuldade para gerenciar suas contas, é fundamental que ele não tenha crédito, caso contrário o estrago será maior e todos pagarão a conta.
Ficar fugindo dos credores não é solução, incluindo aqui o gerente do seu banco, que pode ser grande aliado. Mas lembre-se de que você não é obrigado a aceitar a proposta feita pelo gerente e sim mostrar que está disposto a negociar, conforme sua capacidade de pagamento e taxas de juros cobradas. Para banco é muito mais negócio fazer acordo com devedor do que encerrar negociações com processos judiciais.
Dinheiro é difícil de ser ganho e muito fácil de ser gasto. Sem planejamento e disciplina, os resultados serão o endividamento e a inadimplência.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Número de brasileiros que limparam nome bate recorde, diz Serasa

Cerca de 16 milhões de consumidores renegociaram contas em atraso, um aumento de 16,3% na comparação com o mesmo período do ano passado

O número de brasileiros que procuraram os credores para pagar dívidas em atraso e limpar o nome bateu recorde de janeiro a outubro, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (29) pela Serasa Experian.
Cerca de 16 milhões de consumidores renegociaram contas em atraso, um aumento de 16,3% na comparação com o mesmo período do ano passado. Já o número de inadimplentes cresceu 9,5%, chegando a 21,5 milhões.
"O bom momento vivido pelo mercado de trabalho no país, com as taxas de desemprego em patamares baixos e ganhos salariais acima da inflação, está motivando as pessoas a quitar suas dívidas", avaliou o presidente da Serasa Experian, Ricardo Loureiro, em nota.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Pechincha com nostalgia


Espalhados pela cidade, sebos físicos fazem a alegria de universitários e colecionadores. Para os que não têm tempo ou paciência, versão virtual é a solução.
Os sebos (lojas que comercializam livros e revistas usados) são uma mão na roda para fãs de literatura e antiguidades. Além de oferecer produtos por um preço menor que os novos, ainda possibilitam encontrar títulos raros ou esgotados e, com sorte, até mesmo edições autografadas. Em Curitiba, há inúmeros sebos, especialmente no centro da cidade. Sejam pequenos e improvisados ou grandes e muito organizados, os locais atraem desde estudantes que pechincham títulos acadêmico até colecionadores atrás de raridades.
Mas garimpar livros em sebos físicos não é tarefa para qualquer um: há os desprovidos de paciência e também os que são impedidos pela rinite. Para esses casos, vários sites reúnem os acervos de sebos do Brasil inteiro e permitem a compra pela internet.

Precisa de um livro, não quer sair de casa para comprá-lo e ainda economizar? Há vários sites que reúnem os acervos de sebos de todo o Brasil. Confira:
www.estantevirtual.com.br: oferece mais de 10 milhões de títulos de livros usados e seminovos .
www.sebosonline.com : disponibiliza um amplo acervo de livros, revistas, gibis, CDs, DVDs, VHS e discos de vinil, dos raros aos novos.
www.livronauta.com.br: são mais de 3,5 milhões de livros de mais de 500 sebos do Brasil, além de CDs, DVDs e LPs.
www.sebol.com.br: sistema criado em 2001 para facilitar a troca, compra e venda de livros entre internautas. Tem cerca de 51 mil livros cadastrados.
www.livrosdificeis.com.br: especializado em buscar livros raros ou esgotados. O cliente solicita a busca por um determinado título, que é procurado em bibliotecas particulares, internet e leilões, sem custo adicional.
Antiguidades
Dona de sebo há 22 anos, Valeria Vargas Costa entrou no ramo por causa da paixão por coisas antigas: livros, fotografias, gravuras e LPs encantavam a ela e ao marido. “A gente sentia a falta de um sebo em Curitiba que não vendesse só livros, mas que tivesse uma loja do colecionador. Por isso montamos a Trovatore e o Fígaro”, conta.
Os dois sebos da família vendem diversos itens além dos livros – de cartões postais a porcelanas. As antiguidades são voltadas para os colecionadores. Já os livros – romances, acadêmicos ou técnicos – são oferecidos por preços menores que os novos, para atingir um público mais diversificado. “O livro tem de estar sempre vivo na estante das pessoas, e não morto em uma biblioteca que ninguém mexe”, defende Valeria.
Pelas prateleiras da Tro­­va­­tore e do Fígaro, já passaram algumas relíquias. Valeria e o marido costumam receber ligações de pessoas que querem fazer doações ou se desfazer de suas bibliotecas particulares. Com isso, já adquiriram obras de ilustres paranaenses, como o historiador David Carneiro, o escritor Valêncio Xavier e o crítico Temístocles Linhares, que tinha grande parte de sua coleção composta por primeiras edições autografadas pelos autores. “Nosso papel é de salvamento da memória, principalmente do Paraná. Adoro trabalhar em sebo: meus concorrentes são meus amigos e meus fregueses são amigos também”, resume.
Cuide bem
Quer que seus livros fiquem bem conservados por mais tempo? Aí vão algumas dicas:
- A poluição traz partículas de graxa que se depositam nos livros e penetram no papel. Uma dica é fazer uma higienização periódica nos livros, a cada dois meses. Use um pincel de cerdas largas para varrer os cortes do livro. Na encadernação, use uma flanela limpa e seca.
- Se aparecerem manchas de fungos em capas plastificadas, você pode limpá-las com uma solução de lisoforme diluído em um litro de água. Se a capa não é plastificada, use pó de borracha branca: friccione suavemente e limpe com pincel. Nas capas de couro, são recomendadas ceras apropriadas.
- Quando comprar livros em sebos, faça uma higienização página por página, para evitar trazer algum inseto para a sua coleção.
- Para transportar livros, pode-se usar sacos plásticos, mas não os deixe acondicionados nas embalagens por períodos longos.
- Se o livro molhou, não o coloque no sol ou no forninho! Use toalhas de papel absorvente entre as páginas. Depois de tirar o excesso, coloque o livro semiaberto em um local com muita ventilação. Isso vai evitar a formação de bolor.
- Use marcadores de página de papel. Evite clipes, elástico, papéis de doce e folhas ou pétalas. Isso pode danificar as páginas.
Fonte: Bety de Luna, especialista em conservação de bens culturais móveis e servidora da divisão de preservação da Biblioteca Pública do Paraná.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Desemprego provoca um terço dos casos de inadimplência

Em setembro, 33% das pessoas com contas em atraso declararam estar desempregadas. Maioria das dívidas está abaixo de R$ 500

Pesquisa divulgada nesta segunda-feira (19) pela Boa Vista Serviços, administradora do SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), aponta que o desemprego é o principal causador de inadimplência no país, respondendo por um terço dos casos (33%) no mês de setembro. Já o descontrole financeiro foi responsável por 30% dos casos, ante 23% no mês anterior.
Considerando por faixa de renda, o desemprego é a causa mais preponderante nas faixas de renda familiar de até dez salários mínimos, enquanto nas faixas acima de dez salários mínimos o descontrole financeiro aparece como a principal causa (30%).
Metade dos inadimplentes declara possuir uma conta em atraso que causou a restrição, 27% declaram ter duas ou três contas e 23% dizem ter quatro contas ou mais.
A maioria (31%) das dívidas não pagas está abaixo de R$ 500 mas 18% possuem dívidas abertas acima de R$5.000,00, 18% entre R$ 500,01 e R$ 1.000,00 e 16% entre R$ 1.000,01 e R$ 2.000,00.
Meio de pagamento
Em setembro, 29% dos entrevistados declararam ter alguma restrição gerada por uma compra realizada com cartão de crédito, o principal gerador de inadimplência.
Em seguida aparecem carnê (24%), cheque (17%), empréstimo pessoal (13%), cheque especial (8%) e cartão de loja (8%).
Nas faixas de renda acima de dez salários mínimos, a aquisição de móveis, eletro e eletrônicos (17,8%) e a compra de vestuário e calçados (11,8%) lideram as causas de inadimplência.
Para a faixa de renda de até três salários mínimos a aquisição de móveis, eletro e eletrônicos (20,2%) e a compra de produtos ou serviços relacionados a alimentação (18,0%) são as líderes.
Perspectivas
Dentre os inadimplentes, 9% declaram que não terão condições de pagar suas contas em atraso.
Dos outros 91% dos consumidores que possuem restrição e esperam ter condições de pagar a dívida, 35% pretendem pagar à vista e 65% de maneira parcelada.
Destes que esperam negociar as parcelas, 68% pretendem pagar dentro dos próximos 30 dias, 26% pretende pagar entre 30 e 90 dias, 4% espera saldar o débito entre 90 e 180 dias e 2% negociaram prazos superiores a 180 dias.
Quanto à parcela da renda comprometida com dívidas, 24% declaram que mais da metade da renda familiar mensal está comprometida com o pagamento de dívidas. Esse número era de 27% em junho de 2012.
Metodologia
A pesquisa sobre o perfil do inadimplente é realizada pela Boa Vista Serviços, administradora do SCPC, junto a consumidores procuram o serviço de proteção ao crédito.
Para traçar esse perfil, a companhia constata as causas da inadimplência, as formas de pagamento utilizadas, a intenção de pagamento e o nível de endividamento em cada caso. A pesquisa ouviu cerca de 1.110 consumidores em setembro.