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terça-feira, 30 de outubro de 2012

Inadimplência


O número de maus pagadores sobe desde o início do ano passado. As pessoas físicas que não pagaram as contas na data prevista em agosto ficou em 7,9%, segundo o Banco Central. Os atrasos acima de 90 dias ainda estão acima da média. Em operações como do cheque especial ela alcançou 12,2% e do cartão de crédito, 28,43%. No financiamento de automóveis, ela está em 5,9%, o mais alto patamar desde novembro de 2009.

O volume de cadastros negativados na Serasa aumentou 21,5% em 2011 e deve crescer 15% em 2012. Ao contrário do Banco Central, que considera como inadimplência os atrasos acima de 90 dias, a Serasa leva em conta o calote a partir do registro do CPF do cliente pela empresa, que em geral se dá 10 dias depois do envio da notificação do atraso.

Neste ano, no entanto, diferente do que ocorreu em períodos anteriores, a expectativa é de que haja um esforço maior de empresas e instituições financeiras. Estão previstos mutirões de renegociação para facilitar o acordo entre empresa e clientes.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

As escolhas de sua vida: Hoje e Amanhã.



* Denise Estrella

“Comprar é muito bom!” “Se eu ganhasse mais, teria condições de poupar.” “Estou cheia de dívidas e não sei como sair dessa enrascada.” “Não consigo guardar dinheiro porque ganho pouco.”

A todo instante, escuto e leio depoimentos de pessoas que estão com dificuldade de pagar as dívidas assumidas no passado. E esse é um bolo que só cresce, pois além do valor da dívida, ainda existem os juros sobre juros que incidem sobre os diversos tipos de empréstimos.

E é nesse ponto que acelera o processo de deterioração orçamentária e de desgaste emocional. Muitos casamentos acabam por causa do descontrole financeiro de um dos parceiros ou de ambos.

O desconforto causado pela montanha de dívidas também é percebido no ambiente de trabalho. Com o objetivo de diminuir o stress pessoal e seus efeitos negativos na produtividade, já existem organizações empresariais que oferecem programas para auxiliar seus colaboradores rumo à mudança de hábitos financeiros.


É leviana e enganosa a afirmação de que é preciso ganhar muito para que haja formação de poupança. Há quem acredite que as dificuldades financeiras são decorrentes de baixos salários quando na verdade a principal explicação está na desorganização financeira pessoal e familiar. A música do Zeca Pagodinho é ótima, mas não vale deixar a vida te levar.

O importante é ter a disciplina de manter os gastos sob controle e não gastar além da sua renda certa: seu salário, sua aposentadoria, sua mesada, seu pró-labore e/ou seus rendimentos mensais.

E se for tomar crédito, lembre que pegar dinheiro emprestado para consumir mais hoje, compromete a sua renda no futuro com o pagamento das prestações mensais. Portanto, assuma compromissos financeiros de forma planejada para realizar seus sonhos, para adquirir o que for importante em sua vida, os bens essenciais como casa própria, seu primeiro carro ou moto. E avalie com cuidado ao assumir uma nova dívida, se ela não irá comprometer sua capacidade de manter uma reserva de dinheiro para imprevistos.

Está mais do que na hora de envolver a família na conversa sobre a necessidade de poupar para realizar sonhos e sobre as decisões de consumo. 
Cuide hoje do seu amanhã!



* Denise Estrella é economista e planejadora financeira pessoal e familiar


Texto publicado no Jornal Gazeta Niteroiense - www.gazetanit.com.br
Edição Nº 52 – Semana de 11 a 17 de agosto de 2012.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Economize até R$ 868 por ano


Isso é quanto o consumidor pode “salvar” pesquisando os preços nos supermercados de Curitiba. Pelo estudo da Proteste, eles podem variar até 173%

Embora exija tempo e disposição, a pesquisa cotidiana de preços no supermercado pode garantir uma economia anual de R$ 705 para os consumidores de Curitiba, conforme mostrou levantamento da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Proteste) feito em 61 estabelecimentos da capital. A pesquisa mostrou ainda que quem está em busca do menor preço e não tem apego às marcas consegue economizar até R$ 868 por ano.
O levantamento, feito em 20 cidades de 14 estados brasileiros em abril deste ano, analisou os preços de duas cestas de produtos classificadas de acordo com perfis de consumo distintos: a primeira é composta de 104 itens com marcas definidas, encontrados nos setores de mercearia, higiene e limpeza, perecíveis e hortifruti. Já a segunda cesta analisa o menor preço de 90 produtos e desconsidera carne, frutas, verduras e legumes.
Metodologia
Pesquisa considera produtos mais usados na composição das cestas
O Guia de Preços dos supermercados foi feito em 20 cidades de 14 estados brasileiros. O levantamento recolheu e analisou 230 mil preços em 1.196 pontos de venda em todo o país durante o mês de abril. Os estabelecimentos foram escolhidos pelo ranking do setor de autosserviço feito pela Abras em 2012, onde figuram as 500 maiores empresas do setor que, atualmente, respondem por 75% das vendas, além de mercados com forte presença nas regiões analisadas, independente do faturamento. O cálculo do custo de cada cesta faz ponderações em cada um dos produtos pesquisados, que considera a importância de cada item na composição de uma cesta de compras do mês. Essas ponderações foram baseadas na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) realizada pelo IBGE. Além disso, foram consideradas apenas as promoções temporárias (válida em diferentes dias da semana) e não aquelas específicas de um determinado setor ou até mesmo da loja inteira.
• 20 cidades brasileiras, em 14 estados diferentes, fizeram parte do levantamento da Proteste, feito no mês de abril.
• 1.196 pontos de venda foram considerados, em um total de 230 mil preços. Os estabelecimentos foram escolhidos pelo ranking de faturamento do setor de autosserviço da Abras, onde figuram as 500 maiores empresas do setor.
A coordenadora da pesquisa, Michele Marques, explica que por conta de uma ponderação dos produtos mais importantes na composição das cestas, os supermercados identificados como os mais baratos são aqueles que vendem com preços menores os produtos mais consumidos.
Em Curitiba, o preço mais barato para os produtos da cesta 1 foi encontrado no Condor da Rua Nilo Peçanha, no bairro Bom Retiro. No outro extremo, com o preço médio mais caro, está o supermercado Telêmaco Borba, localizado no Portão. Para comprar os 104 itens dessa cesta os moradores de Curitiba precisam desembolsar R$ 314,09, o quarto menor preço entre as 14 cidades analisadas. No caso da Cesta 2 – cujo valor médio foi de R$ 223,80 – a pesquisa identificou o menor preço no supermercado Makro da Avenida Presidente Wenceslau Brás e o maior preço médio no Pão de Açúcar do Jardim Social, na Rua Arquimedes Cruz, 85.
O levantamento do Pro­teste mostrou que não é preciso ir tão longe. Em muitos casos, basta atravessar a rua ou andar algumas quadras para pagar mais barato. A economia pode chegar a 11% para quem escolhe comprar no Condor ao invés do Cabral Supermercado, ambos localizados na Rua Natal, no bairro Cajuru.
Justificativas
Empresas dizem que oscilação de preços é normal no varejo

Apesar da boa classificação no Guia de Preços do Proteste, a gerente de marketing da rede Condor, Elaine Munhoz, diz que as pesquisas de preço refletem um momento específico e que o varejo é muito dinâmico. Segundo ela, além da negociação geral de preços para toda a rede, existem situações em que os fornecedores oferecem ofertas pontuais para determinada região, com o objetivo de fortalecer a marca em um local onde ela é pouco conhecida. “Isso explica a diferença de preço entre lojas da mesma rede, que costuma ser bastante questionada em pesquisas como essa”.
Para Carlos Alberto Gomes, proprietário do supermercado Telêmaco Borba, que apresentou o maior preço médio da cesta 1, embora as grandes redes consigam comprar grandes volumes, também têm um alto custo operacional que os estabelecimentos menores não têm. Na visão dele, isso não justifica a diferença de preço apontada pelo levantamento do Proteste. “Os preços flutuam ao longo da semana em todos os estabelecimentos”. Segundo Gomes, o fato da pesquisa não ser feita em todos os supermercados no mesmo dia pode distorcer os resultados.

Fonte: Gazeta do Povo.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Lojas e bancos abrem operação resgate

Organizações fazem mutirões de renegociação para “limpar” o nome dos consumidores e abrir espaço para as compras do fim de ano
 
A inadimplência do consumidor disparou em 2012 e atingiu o maior pico desde junho de 2009. Quem atrasou as contas no fim do mês, no entanto, terá mais uma chance para “limpar” o nome no fim do ano. Com a proximidade do Natal, comércio e bancos abriram a temporada de negociações com clientes endividados.
O objetivo é fazer com que o comprador aproveite o dinheiro extra do 13.º salário e da restituição do Imposto de Renda para recuperar crédito e voltar a comprar no fim do ano.
Empréstimo
O “empréstimo do nome” – operação em que um consumidor sem histórico de mau pagador assume uma dívida em lugar de um parente ou amigo com cadastro negativo – é o terceiro motivo no ranking das razões que levam consumidores às listas de inadimplentes. Ao todo, 16% dos registros ocorrem em situações desse gênero, de acordo com o SCPC.
Fuja das dívidas
Confira algumas dicas dos especialistas em finanças pessoais para quem está com problemas financeiros:
• Registre todos os gastos efetuados pela família e confronte-os com a receita média mensal. Faça um inventário das suas dívidas. Veja para quem deve, quanto deve, qual a maior dívida e qual é corrigida pelos juros mais altos. Priorize o pagamento das dívidas maiores e mais caras, como cartão de crédito e cheque especial;
• O ideal é tentar negociar um desconto sobre o valor do débito e pagar à vista. Se não puder, verifique se o valor da parcela da renegociação caberá no orçamento. Especialistas também recomendam negociar um abatimento dos juros da dívida;
• Se você costuma comprar mais do que ganha, é preciso mudar seu padrão de consumo, o que, para muitos especialistas, é a etapa mais difícil, porque implica uma mudança de hábito. Exige disciplina e reavaliação de prioridades. O ideal é que o comprometimento com pagamento de dívidas não supere os 30% a 40% da renda;
• Se mesmo com a renegociação as dívidas não baixaram a esse limite, talvez seja o caso de adotar medidas mais drásticas como a devolução do bem financiado, como o caso do automóvel. Elimine gastos supérfluos, como cinema, jantares fora de casa e compra de bens de consumo;
• Uma forma de evitar problemas é manter uma reserva financeira para eventuais imprevistos, como perda de emprego e gastos extras. Recomenda-se que se tenha uma economia equivalente de quatro a seis meses de gastos mensais, que é o tempo médio de recolocação.
Neste ano, a expectativa é de que haja um esforço maior de empresas e instituições financeiras que em anos anteriores. Estão previstos mutirões de renegociação para facilitar o acordo entre empresa e clientes. A Serasa Experian lançou, pela primeira vez, um mutirão de negociação em julho deste ano em São Paulo e prevê mais quatro até o fim do ano. Em Curitiba, ele ocorrerá entre 27 e 30 de outubro. Nesta semana, a empresa terá também um serviço de negociação de dívidas pela internet, que deve atender 10 milhões de pessoas até o fim do ano.
A Boa Vista, administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), vai realizar 12 mutirões em todo o Brasil em outubro e novembro. Segundo o presidente da empresa, Dorival Dourado, há uma tendência de o brasileiro regularizar sua situação de crédito próximo de datas festivas, como Dia das Mães e Natal.
A inadimplência vem subindo praticamente sem trégua desde o início do ano passado. O calote de pessoa física em agosto ficou em 7,9%, segundo o Banco Central. Os atrasos acima de 90 dias ainda estão acima da média. Em operações como do cheque especial ela alcançou 12,2% e do cartão de crédito, 28,43%. No financiamento de automóveis, ela está em 5,9%, o mais alto patamar desde novembro de 2009.
“O Brasil está vivendo um ciclo de alta de inadimplência. Ao contrário do que ocorreu nas ocasiões anteriores, agora ele foi provocado pelo crescimento do endividamento e não por uma crise de desemprego”, diz Luiz Rabi, economista da Serasa Experian.
O volume de cadastros negativados na Serasa aumentou 21,5% em 2011 e deve crescer 15% em 2012. Ao contrário do Banco Central, que considera como inadimplência os atrasos acima de 90 dias, a Serasa leva em conta o calote a partir do registro do CPF do cliente pela empresa, que em geral se dá 10 dias depois do envio da notificação do atraso.
Mas, segundo Rabi, o ciclo de alta durou até meados deste ano e a tendência, agora, é de queda. O volume de novos registros na empresa vem caindo há três meses. A Serasa prevê que o índice de inadimplência acima de 90 dias deve recuar para 7,5% até o fim do ano e para 7% em 2013. 

Origens
 
Desemprego e descontrole são principais causas de inadimplência


Um levantamento da Boa Vista, administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), mostrou que o desemprego, com 34%, e o descontrole das contas, 29%, são as principais razões apontadas pelos inadimplentes pelos atrasos nas contas. Em terceiro lugar (16%) vem o “empréstimo do nome” para terceiros.
A pesquisa, que ouviu 1,3 mil pessoas, revelou ainda que, ao contrário do que se podia esperar, o descontrole na administração das contas é maior entre os que têm mais dinheiro. Para as classes A (42%) e B (32%) essa é a principal causa do calote. Já para as classes D e E, a perda do emprego é o principal motivo (40%).
Segundo Dorival Dourado, presidente da Boa Vista, um conjunto de fatores ajuda a explicar porque o Brasil vive hoje uma crise de inadimplência. Nos últimos cinco anos, 35 milhões de pessoas entraram no mercado de consumo. Com um cenário de estabilidade monetária, aumento do emprego e da renda e queda na taxa de juros, os bancos e financeiras inundaram o mercado com empréstimos e financiamentos.
A proporção do crédito sobre o Produto Interno Bruto (PIB) passou de 24% em 2003 para 51% agosto de 2012, ou R$ 2,211 trilhões. O endividamento sobre a renda das famílias passou de 18,2% em 2005 para 44,2% neste ano. E o comprometimento da renda com amortizações passou de 15% para 22,4% na mesma base de comparação. Muitas famílias se descontrolaram com tanto crédito, que em alguns casos foi confundido com renda, lembra Fábio Tadeu Araújo, professor de economia da PUCPR.
Para Dourado, a tendência é que a inadimplência desacelere para níveis próximos de 2011, mas ela ainda exige atenção. A projeção do departamento econômico da entidade é de que a inadimplência recue para algo próximo de 7,4% no fim do ano. Araújo, da PUCPR, acredita que a queda mais expressiva só deve ser sentida no fim de 2013.

Fonte: Gazeta do Povo.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Condutas sustentáveis: é preciso aprender e colocá-las em prática


Segundo o Instituto Akatu,“estima-se que o mundo consuma 20% a mais em 
recursos naturais do que a Terra consegue renovar. Em 40 anos, o gasto 
mundial com compras de produtos e serviços domésticos passará de 5
 trilhões de dólares anuais para 20 trilhões de dólares. Nesse ritmo, serão
 necessários insumos de quatro planetas para suprir o consumo da 
humanidade nos padrões dos países de Primeiro Mundo”.
O consumismo faz mal não só para sua conta bancária, mas também para o planeta! Já parou para pensar sobre isso? Sustentabilidade é assunto importante e bastante discutido por instituições sérias. Ouvimos, concordamos e chegamos a ficar preocupados por uns momentos, mas será que em nosso cotidiano levamos uma vida sustentável?
Infelizmente, acho que estamos longe do ideal – e eu me coloco na fatia da população que precisa aprender mais sobre as condutas sustentáveis. Então, por onde começar? Como de costume, pela reflexão…
Verifique abaixo algumas atitudes sustentáveis extraídas do site Akatu e faça uma análise de como você lida diariamente com essas questões:
·         Tome banho mais rápido;
·         Não deixe a torneira aberta ou pingando enquanto escova os dentes;
·         Programe sempre as compras de alimentos;
·         Varie seu cardápio de frutas e legumes, isso estimula a diversificação de cultivos agrícolas gerando mais renda ao produtor além de melhorar o solo. Sua saúde também agradece a variedade de nutrientes ingeridos;
·         Faça de sua festa uma comemoração sustentável. Para isso planeje! Segundo o Instituto, cada evento provoca um impacto ambiental extraordinário, com enorme consumo de água, energia e recursos naturais;
·         Atenção ao consumo sem necessidade. Vale os 3Rs: reduza, reutilize e recicle;
·         Não compre produtos piratas;
·         Dê atenção às moedas;
·         Pare de fumar;
·         Incentive pessoas a pararem de fumar;
·         Não deixe os aparelhos em stand by;
·         Desligue seu computador quando não estiver usando;
·         Ande de bicicleta;
·         Não jogue óleo na pia;
·         Reutilize a água da máquina de lavar para limpar o quintal e a calçada;
·         Use sacolas retornáveis;
·         Separe seu lixo.

Mudança de hábito requer paciência e disciplina. 
Comece pelas atitudes mais simples e vá adotando outras práticas pouco a pouco. Ensine seus filhos a cuidarem do planeta através das sugestões acima, mas através do seu exemplo. Utilize os momentos de compra para ensiná-los sobre o consumo consciente como forma de gerar saúde financeira e ambiental.
Para construir um futuro mais sustentável é necessário que cada um de nós faça sua parte. O desafio para o país é grande, requer sérias decisões políticas e muita boa vontade por parte dos empresários. Quando a maioria da população adotar práticas mais conscientes, veremos uma mudança de comportamento iniciada na base e tendo desdobramentos na política como um todo. Afinal, vivemos em uma democracia.


quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Mais da metade dos brasileiros está na classe média


Pesquisa classifica como classe média quem vive em famílias com renda per capita mensal entre R$ 291 e R$ 1.019 e tem baixa probabilidade de passar a ser pobre
20/09/2012 | 13:26 | AGÊNCIA BRASIL

Mais da metade da população brasileira (53%) faz parte da classe média, o que significa um total de 104 milhões de brasileiros. Nos últimos dez anos, foram 35 milhões os brasileiros incluídos na classe média. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (20) pela Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE) da Presidência da República, no estudo Vozes da Classe Média.
A pesquisa classifica como classe média os que vivem em famílias com renda per capita mensal entre R$ 291 e R$ 1.019 e tem baixa probabilidade de passar a ser pobre no futuro próximo.
De acordo com o estudo, a expansão desse segmento resultou de um processo de crescimento do país combinado com redução na desigualdade. A estimativa é que, mantidas a taxa de crescimento e a tendência de queda nas desigualdades dos últimos dez anos, a classe média chegue a 57% da população brasileira em 2022.
Os dados indicam que a redução da classe baixa foi mais intensa do que a expansão da classe alta. De 2002 a 2012 ascenderam da classe baixa para a média, 21% da população brasileira, enquanto da classe média para a alta ascenderam 6%.
O ministro da SAE, Moreira Franco, destacou o importância do crescimento da classe média para movimentar e impulsionar a economia do país, pois essa fatia da população responde por 38% da renda e do consumo das famílias. “Em torno de 18 milhões de empregos foram criados na última década, esses empregos formais foram associados a uma política adequada de salário mínimo que deu ganhos reais acima da inflação aos brasileiros”, disse Franco.
O crescimento da renda da classe média tem sido maior do que o do restante da população, de acordo com os dados apresentados no estudo. Enquanto na última década a renda média desse segmento cresceu 3,5% ao ano, a renda média das famílias brasileiras cresceu, no mesmo período, 2,4% ao ano.
“A classe média brasileira vai movimentar em 2012 cerca de R$ 1 trilhão”, estimou Renato Meirelles, do instituto de pesquisa Data Popular, que participou da elaboração do estudo.
O estudo usa como base dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), da Confederação Nacional da Indústria (CNI) e do Instituto Data Popular.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Greve nos bancos vai se estender até a semana que vem, diz sindicato


"A possibilidade de a greve acabar nesta semana é nenhuma", diz Carlos Cordeiro, coordenador do comando de greve
19/09/2012 | 16:58 | FOLHAPRESS

Diante do silêncio da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) em relação à greve dos bancários, o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) e coordenador do comando nacional dos bancários, Carlos Cordeiro, diz que a paralisação vai se estender até a próxima semana. "A possibilidade de a greve acabar nesta semana é nenhuma", diz Cordeiro. "Mesmo que a Fenaban nos convocasse hoje (quarta) para uma negociação, teríamos de chamar o comando nacional. Como eles não convocaram, a greve vai continuar até sexta-feira".
O coordenador do comando da greve diz que, a cada dia que a entidade dos bancos não se pronuncia, a greve se estende. "Se amanhã eles não nos chamarem para a negociação novamente, a greve se estende para segunda e assim por diante. Imagino que essa greve vai entrar pela semana que vem com a imobilidade da Fenaban".
Segundo Cordeiro, embora a Contraf-CUT não tenha fechado o balanço da paralisação em todo o país nesta quarta-feira (19), a greve cresceu em relação a terça e tem mobilizado mais pessoas que em 2011, quando durou 21 dias. "[2012] Aponta para uma greve longa como no ano passado. Pode durar mais de 21 dias se perdurar a posição intransigente da Fenaban."
Levantamento do sindicato dos bancários divulgado ontem disse que a greve fechou 5.132 agências e centros administrativos dos bancos neste ano, contra 4.191 no ano passado.
Reivindicações
A categoria decidiu fazer uma greve por tempo indeterminado para pedir 10,25% (5% acima da inflação) de reajuste, entre outras reivindicações. Os bancos ofereceram só 6% (0,58% acima da inflação). As negociações estão interrompidas e não há previsão de retomada, segundo os trabalhadores e os bancos.
De acordo com os bancários, a paralisação começou mais forte neste ano do que no ano passado, quando 4.191 agências foram fechadas no primeiro dia de greve. A greve no ano passado durou 21 dias e o bancários acabaram aceitando reajuste de 9% (1,5% acima da inflação). Foi a maior paralisação desde 2004.
Em São Paulo, cerca de 20 mil bancários cruzaram os braços, segundo o sindicato dos bancário de São Paulo e Osasco --14,45% do total de 138 mil trabalhadores da região. "Fomos muito bem no primeiro dia de greve. Amanhã vamos estender o movimento a outras regiões", disse Juvandia Moreira Leita, presidente do Sindicatos dos Bancários de São Paulo.
Outro lado
"Estamos abertos para retomar as negociações, mas não oferecemos 6% para chegar a 10%. Queremos fechar um acordo que esteja de acordo com a realidade atual", disse Magnus Apostólico, diretor da Febraban (Federação Brasileira dos Bancos).
Com a paralisação, a Febraban orienta os clientes a procurar um canal alternativo para realizar os serviços durante o período de greve.
Segundo a entidade, o consumidor deve ver se há a disponibilidade de fazer as operações por meio de caixas eletrônicos, internet banking, mobile banking (banco no celular), telefone e correspondentes bancários --casas lotéricas, agências dos Correios, redes de supermercados e outros estabelecimentos comerciais credenciados.
Saques
Caso o cliente queira fazer saques acima de R$ 1.000 - o máximo permitido por dia em caixas eletrônicos -, poderá fazer transferências por meio de DOC (o documento de crédito) ou TED (transferência eletrônica disponível) nas próprias máquinas, pela internet, pelo telefone e até mesmo no aplicativo do banco pelo celular.
Por meio dessas operações, é possível realizar transferências envolvendo dois bancos distintos.
Segundo o Procon-SP, nesses casos pode haver ainda atendimento emergencial nas agências ou o banco pode aumentar o limite de saque nos próprios caixas eletrônicos.
Se o cliente tiver algum prejuízo em virtude de não conseguir sacar o valor que precisa, poderá acionar o banco posteriormente, já que a entidade é a responsável pelos danos causados em função da interrupção dos serviços.
Caso o consumidor solicite uma alternativa de pagamento e as empresas não a disponibilizem, ele deve documentar a tentativa frustrada de quitar o débito, podendo registrar uma reclamação junto ao Procon.
De acordo com a entidade, o consumidor não pode ser prejudicado por problemas decorrentes da greve, uma vez que a responsabilidade do banco pelos prejuízos causados aos consumidores decorre do risco de sua atividade e não pode, a pretexto de greve, ser repassado ao consumidor.
PIS, FGTS e seguro-desemprego
A Caixa Econômica Federal diz que disponibilizará toda a sua rede de agências, casas lotéricas, postos de atendimento bancário, terminais de atendimento eletrônico e correspondentes bancários para garantir o atendimento durante a greve.
No caso de saque de seguro-desemprego, PIS e FGTS, o trabalhador poderá fazer as operações em um casa lotérica ou em um correspondente bancário.
Em caso de novos pedidos, a trabalhador terá que procurar uma agência aberta ou, caso não encontre, deverá entrar em contato com a Caixa para buscar uma forma alternativa.
Atendimento nas lotéricas

O atendimento nas lotéricas é feito das 8h às 18h, exceto nas localizadas em estabelecimentos como shoppings e supermercados, que costumam ficar abertas até as 19h ou até o horário estipulado pelo regulamento interno dos locais.
Boletos bancários da Caixa Econômica Federal podem ser pagos em qualquer dia do mês. Já as contas emitidas por outros bancos só são aceitas pelos atendentes das lotéricas se estiverem dentro do prazo de vencimento e se não ultrapassarem valores maiores do que R$ 700.